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Identificadas as duas vítimas que morreram no acidente em desabamento da obra de um supermercado em Campo Grande
Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel Oliveira da Silva, de 41, usavam equipamentos de proteção individual quando a estrutura da obra de um mercado desabou e os atingiu na tarde desta sexta-feira (4), na região do bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Os dois trabalhavam em altura quando perderam a sustentação, caíram e foram atingidos pelos escombros.
As informações constam no boletim de ocorrência registrado horas depois do acidente.
O documento obtido pelo Campo Grande News aponta que informações preliminares colhidas no local indicam o uso regular dos equipamentos de segurança pelos trabalhadores. A constatação ainda faz parte dos levantamentos iniciais sobre o acidente, e a causa do colapso permanece desconhecida. A perícia deve retomar os trabalhos neste sábado (5), quando haverá luz natural para a análise da estrutura.
Segundo o registro, o galpão estava em fase de construção e tinha pilares de concreto e vigas de aço. Willian e Joel trabalhavam suspensos na estrutura de concreto quando parte da edificação perdeu sustentação. Os dois morreram no local depois da queda e do impacto dos escombros.
O desabamento também deixou Geovani da Silva Cristaldo e Jhonatan Rodrigues Gonçalves feridos. Os dois receberam atendimento de emergência, mas o boletim não apresentava avaliação médica conclusiva sobre o estado de saúde deles até o encerramento do registro. Outros trabalhadores que estavam no canteiro não tiveram ferimentos informados.
Pilares de concreto também atingiram um trator e um caminhão que operavam na construção. Dois motoristas presenciaram o acidente e prestaram informações sobre o que ocorreu. O documento não aponta ferimentos nos dois condutores.
CREA MS
O Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) acompanhou os levantamentos no local. O engenheiro responsável pela obra, Márcio Shibata, e o administrador da edificação, Fábio Henzel, foram identificados durante a fiscalização. O Conselho já havia informado que a empresa responsável pela construção possui registro, responsável técnico e ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de projeto e execução.
A perícia interrompeu parte dos exames por causa da complexidade da área e da necessidade de iluminação natural. Os trabalhos de engenharia serão retomados neste sábado para verificar as circunstâncias que provocaram a perda de sustentação.
Credito Campo Grande News



